Home é um documentário lançado em 2009, produzido pelo jornalista, fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand. O filme é inteiramente composto de imagens aéreas de vários lugares da Terra. Mostra-nos a diversidade da vida no planeta e como a humanidade está ameaçando o equilíbrio ecológico. O filme foi lançado simultaneamente ao redor do mundo em 5 de Junho nos cinemas, em DVD e no YouTube. Foi estreado em 50 países diferentes e é totalmente gratuito e sem lucros comerciais. Produção
Home foi filmado em vários estágios devido à extensão das áreas retratadas. Levando cerca de 18 meses para ser completado, o director Yann Arthus-Bertrand, um operador de câmera, um engenheiro de câmera e um piloto voaram em um pequeno helicóptero através de várias regiões em cerca de 50 países.
pelas avenidas as pessoas sofrem; elas sofrem a dormir, elas acordam a sofrer; até os edifícios sofrem, as pontes as flores sofrem e não há salvação – o sofrimento senta-se o sofrimento paira o sofrimento espera o sofrimento é.
não perguntem por que há bêbados drogados suicidas
Após um dia intenso de trabalho, estudos, compromissos do dia-a-dia, imprevistos, enfim, depois de um longo dia, o povo chamado etnega, que se perpetuou e se dispersou, sendo encontrados em vários países, essa população possui um costume curioso, logo que chegam em casa seguem em direção à um ‘altar’ onde lá está, a sagrada TV, um objeto magnífico, o qual consegue transmitir imagens e sons de lugares, pessoas, animais, qualquer coisa, e até ao vivo, instantâneo, mesmo que o acontecimento esteja há vários quilômetros de distância! É incrível. A tão espetacular “TV” é a atração dos lares, onde geralmente a família se reúne para apreciar suas funções, sendo talvez um modo de fuga dos acontecimentos impetuosos do cotidiano, onde o povo encontra diversão. A TV se tornou objeto indispensável para o povo etnega, talvez algumas, a minoria ainda não tenha acesso a ela, mas é quase raro esse tipo de situação, pois é praticamente uma necessidade básica e habitual no dia-a-dia dessa população. Às vezes tal povo trabalha meses e meses para conseguir adquirir uma TV, mas em seguida o mercado produz uma melhor, maior, com mais apetrechos e funções, fazendo com que as pessoas passem a desejar o novo modelo desenvolvido e assim acontece novamente, juntam por meses dinheiro para possuírem outra, nunca estando satisfeitos. Em algumas residências podem ser encontradas várias TV’s, em todos os cômodos! Há integrantes do etnega que passam horas diante da TV, distraídos, envolvidos, venerando. Vou evidenciar algumas situações clássicas, que acontecem constantemente quando se está ‘admirando’ a consagrada TV: A Chefe da casa encontra-se sentada, de frente para TV, quando de repente a Chefe começa a se emocionar, entristecer, até chorar...mas o porque? Será que essa tal TV é capaz também de falar por vontade própria, e disse algo chocante à pobre mulher? Não, não é isso, a emoção foi causada pelas imagens vistas pela mulher, onde um cavalheiro elegante declara-se para uma bela dama, dizendo palavras doces e amorosas. Só que essas imagens não passam de uma encenação, nada daquilo que foi propagado aconteceu de forma natural, foram cenas elaboradas e ensaiadas, com intuito de distrair as pessoas que estão assistindo suas transmissões. Várias situações parecidas com esta acontecem quando se está de frente para TV, acontece com mulheres, homens, jovens, crianças, com qualquer idade, diversas emoções podem ser observadas diante desse objeto. Muitas das programações passadas pela TV, acabam influenciando na vida do povo etnega, fazendo com que as pessoas se vistam, falem igual aos personagens que aparecem na TV, os tornando célebres aos olhos do povo, exercendo um papel determinante na formação e nas atitudes de todos. Será que esse objeto sagrado possui forças sobrenaturais, magia? Enfeitiçando e fazendo com que o povo etnega se torne subalterno a ela? Qual será o mistério da tão idolatrada TV? Antropólogos e místicos ainda estudam tais influências do enigmático aparelho.
Recém chegada a São Paulo, me faz estranhar de como as fisionomias revelam as inquietações internas dos que ali vivem. A estética que emite à cidade me parece como espinhos por entre as rosas, que se escondem por detrás de cada sentido e deslumbramento. As imperfeições que emerge da organização social e sua representação no processo de sua construção simbólica de a grande metrópole. São captadas pela demarcação do espaço, à pressa que se percorre pelas ruas, avenidas compondo a própria identidade do lugar. A intervenção dos que passam à noite na rua, a moça que oferece o próprio corpo como moradia, o mendigo cambaleando por entre os becos entram em cena, nas ruas empoeiradas dos grandes centros. É igualmente forte como o grito dos edifícios que florescem pela representação da oferta e do encontro. Atrás de cada olhar, alegria ou tristeza há um mundo que não resiste as dimensões envolvente desse espaço desconhecido de nome, sexo e poesia. No entanto, meu maior estranhamento é de que os moradores dessa grande cidade segue um cortejo fúnebre, que passa silenciosamente pisando sobre suas cabeças. Homens, mulheres e crianças dançando no ritmo da morte. Porém percebe-se o apelo que a cidade exerce com suas luzes e faces para os que ali permanecem. Como romper com isso? Se há tantos encantos que vão de encontro com o outro. Mesmo que esse não se reconheça!
Ainda quando crianças, os pais começam a educar seus filhos, tentando passar a eles os valores e os princípios da sociedade na qual estamos inseridos, pois é importante que, desde cedo comecemos a entender como as coisas funcionam. Nesta sociedade, máquinas com quatro rodas substituem as pernas do homem. Quanto mais potente for esta máquina, mais bonito, legal, aceito e admirado pelos outros homens você será. O homem também não precisa pensar; para isso, existe uma outra máquina capaz de fazê-lo. Para todo lugar que olhamos podemos ver uma máquina dessas. Escritórios, lojas, supermercados, farmácias, universidades e até mesmo dentro da máquina que substitui as pernas do homem! Ela pode ser grande e ficar instalada no seu quarto, na sala, ou pode ser pequena e portátil, para que você possa carregá-la consigo onde quer que vá. Fico impressionada com a sua velocidade de pensamento e a capacidade de memorização! Mas é preciso cuidar bem de sua máquina, pois ela pode pegar um vírus e ficar doente, por isso não se esqueça de dar as vacinas nela periodicamente! Hoje em dia, é como se quem não tem uma máquina dessas vivesse em mundo. Para que o homem não fique isolado dos outros homens, utiliza-se um pequeno aparelho com uma minúscula tela e algumas teclas para mediar esse contato. Mas vale mencionar que alguns desses aparelhos nem possuem teclas! É tudo feito pela tela do aparelhinho mesmo, mas não sei direito como isso funciona. Me parece que há um pequenino ser pensante - ou uma micro-máquina pensante - dentro dele, que faz tudo acontecer com um simples toque, num piscar de olhos! A cultura desta sociedade resume-se basicamente a ficar sentado na frente de uma máquina com tela de LCD ou plasma, comendo guloseimas industrializadas, pouco nutritivas, com muito corante e alto valor calórico. Nesta máquina são exibidos programas gravados por outras pessoas, através de outras máquinas, mas eu não faço idéia de como esse processo se dá. E na realidade, poucas pessoas se interessam por esse assunto; só querem saber do produto final deste trabalho, que se trata de poder assistir aos programas. No geral, a população prefere assistir a programas que contenham forte conotação sexual ou reality shows, para ficar sabendo da vida de pessoas que elas nunca viram na vida e, provavelmente, nunca conhecerão pessoalmente. Se o programa for um reality show com forte apelo sexual, melhor ainda! Estas máquinas vêm com um pequeno aparelho chamado controle remoto. Ele permite que você mude a programação sem ter que se levantar ou parar de comer suas delícias engordativas. O importante para as pessoas que vivem nesta sociedade é amar a si mesmos como se não existisse mais ninguém no mundo. Moral, bons costumes, honestidade, lealdade e outras baboseiras desse tipo são encontradas dentro de sacolas bem fechadas, que ficam dentro de uma lata ou cestinha na frente de todas as casas ou apartamentos. Duas ou três vezes na semana, as pernas da prefeitura passam recolhendo essas sacolas para levá-las para bem longe da população, em um lugar onde seu cheiro não incomode as pessoas. O que mais me intriga nesta sociedade é o deus a quem as pessoas servem: um pequeno pedaço de papel com algumas inscrições. Deus é extremamente útil nesta sociedade. Ouso até a dizer que ele é vital! As pessoas podem trocar deus por alimentos, remédios, roupas, casas, pernas, cérebros e uma infinidade de coisas com diversas utilidades diferentes. Algumas pessoas têm tanto deus nos bolsos que chego a ficar espantada! Já outras quase não têm nenhum. Será que estas não gostam de deus? E se gostam, por que têm tão pouco? Apesar de todo o esforço de nossos pais para nos ensinar como funciona a nossa sociedade, acho que nem vivendo mil anos vou conseguir desvendá-la por completo!
Olá galera, tudo bem? Então, estava pensando na tarefa que o Professor nos deu a semana inteira e percebi o quanto é dificil conseguir se expressar, seja em texto, música, poema, imagem... Andamos aprendendo tantas coisas, vivenciando coisas novas e assim a cada dia uma nova mudança em nossa concepção, mas ainda temos aquela trava que as vezes nps impede de compartilharmos nossas opniões ,idéias...
Com esses três módulos estamos aprendendo não só na sala de aula, mas também encontrando pessoas maravilhosas com idéias e pensamento maravilhosos, pessoas com talento e vontade de aplicar seus projetos, outras com talento mas com suas forças já perdidas no caminho...e algumas que já se deixaram levar pelo "lado negro da força". Mas e quanto a nós futuros gestores ambientais,será que prontos para enfrentar a caminhada?, nossos ideais já estão fixados em um bom alicerce? Ou o principal já estamos prontos para propor nossas idéias e expressar nossas opniões? Bom, o nome do nosso blog, O grito G.A. já deixa uma provocação no ar. Será que já podemos gritar?ou melhor, eu deixo uma pergunta aos colegas O QUE TE IMPEDE DE GRITAR?
Um pensamento pra semana "O que me preocupa não é o grito dos maus.É o silêncio dos bons." Martin Luther King
O consórcio Norte Energia vencedor do leilão ilegal de Belo Monte vai solicitar ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) “licença ambiental provisória” (sic) para a instalação dos canteiros de obras. Uma licença “parcial” que autorizaria a instalação de canteiros de obras e ensecadeiras é o golpe covarde que falta para enfiar Belo Monte goela abaixo da sociedade, como aconteceu com Jirau, no rio Madeira.
O artifício vergonhoso da licença fragmentada para o canteiro de obras já foi usado no caso da usina de Jirau, no rio Madeira. Na época, o consórcio vencedor do leilão de Jirau, liderado pela GDF Suez, depois de alterar a localização original do barramento da usina, pretextou urgência para iniciar as obras e não perder uma inventada “janela hidrológica”. Agora a mesma trama pode se repetir com Belo Monte.
Em novembro de 2008 o parecer da equipe do Ibama concluiu não ser possível emitir uma licença “parcial” para o canteiro de obras de Jirau. Segundo os analistas “para essa tipologia de empreendimento [hidrelétrica], não é usual a emissão de Licença de Instalação fragmentada” e que “a equipe técnica considera inadequada a autorização destas estruturas [canteiros de obras e ensecadeiras] neste momento”.
O documento é acompanhado de um despacho da Coordenadora Geral de Infra-Estrutura de Energia Elétrica do Ibama, Moara Menta Giasson, ao diretor de licenciamento ambiental, recomendando que “tendo em vista a crescente demanda por licenciamentos de instalação de canteiro de obras em separado do restante das usinas, que seja elaborada normativa sobre o tema, para ser utilizada nesses casos.”
Essa recomendação, diga-se de passagem, alheia à competência de Moara Giasson, deixou claro que conceder uma licença fragmentada para uma hidrelétrica seria uma situação inusitada. Não existe nenhuma normatização ou resolução do Conama para esse tipo de licenciamento.
Reincidência O processo de licenciamento ambiental tem três fases: Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO). Para emissão da LI – autorização para o início da construção - é necessário que sejam cumpridas as condicionantes da LP e que o Projeto Básico Ambiental (PBA) – programas ambientais - seja analisado e aprovado pelos técnicos do Ibama.
No caso de Jirau foi apresentado um PBA só do canteiro de obras, inicialmente. A LI para o canteiro de obras da usina de Jirau acabou saindo sem que as condicionantes da LP tivessem sido cumpridas. Um PBA do porte que seria necessário para Belo Monte demandaria anos de estudos e análises.
O procedimento foi tão sumário em Jirau que apenas num dia, 14 de novembro de 2008, aconteceu uma sucessão de procedimentos irregulares para apressar a LI “parcial” garantida pelo então Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc:
(i) foi emitido um parecer da equipe técnica contrário à fragmentação da LI para o canteiro de obras; (ii) imediatamente o presidente do Ibama assinou um ofício para consulta à Procuradoria Federal Especializada (PFE) junto ao Ibama, quanto à legalidade da fragmentação da LI apenas do canteiro de obras; (iii) a PFE junto ao Ibama despachou sem qualquer fundamentação “que não se vê impedimentos de ordem jurídica para que a Licença de Instalação seja dada por etapas, desde que seja efetuada a proteção máxima do meio ambiente”; (grifos nossos) (iv) foi emitida a Licença de Instalação n. 563/2008 à Energia Sustentável do Brasil (ESBR) referente ao Canteiro de Obras Pioneiro.
A licença fragmentada “apenas para os trabalhos iniciais” de uma hidrelétrica é uma grande mentira inventada pelo governo, com cumplicidade do Ibama, do Ministério do Meio Ambiente (MME) e da PFE. Sob o manto protetor dessa vergonhosa “licença parcial” ocorreria, entre outras coisas, a liberação antecipada de recursos do BNDES para o consórcio vencedor de Belo Monte.
Autuações estão distribuídas em 95 casos, mas ainda cabe recurso.Cidades do Estado lideram lista de corte ilegal divulgada pelo Inpe
GLOBO AMAZÔNIA
Fiscais da Secretaria de Estado do Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) aplicaram R$ 3,5 milhões em multas por desmatamento nas últimas duas semanas.
As ações contra o corte irregular de madeira na secretaria tiveram de ser intensificadas desde que funcionários do Ibama entraram em greve, prejudicando as fiscalizações no Estado.
"Além da greve do Ibama, que dificulta muito a fiscalização, o Mato Grosso voltou a figurar nos últimos boletins divulgados sobre desmatamento", diz Eduardo Rodrigues, coordenador de Fiscalização de Florestas e Unidades de Conservação da secretaria.
Ele teve de aumentar o tempo de permanência das equipes em campo de dez para 15 dias por conta da greve.
As multas aplicadas pelos fiscais no início de maio estão distribuídas em 95 casos, a maior parte por conta de desmatamento e queimada ilegal ou transporte irregular de madeira.
"De todas, só duas tinham cadastro na secretaria. Quando a propriedade já é licenciada, o índice de desmatamento é baixíssimo", diz Rodrigues.
As maiores autuações foram para três fazendas nos municípios de Ipiranga do Norte, que lidera a lista de desmatamento no estado, e Boa Esperança do Norte. Encontradas no mês passado, as áreas desmatadas correspondem a 3.531 hectares, todos dentro de fazendas. Os proprietários das terras poderão recorrer das multas.
Segundo Rodrigues, outras cidades com situação crítica para desmatamento no estado são Feliz Natal, Nova Maringá, Marcelândia e Nova Ubiratã.
Índice
Dos dez municípios com mais desmatamento detectado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em janeiro e fevereiro de 2010, sete estão em Mato Grosso, estado que teve também o maior índice total no período. Os dados foram divulgados no início de abril.
Uma semana antes de o Inpe publicar o índice de desmatamento para o período, uma operação do Ibama apreendeu 545 mil metros cúbicos de madeira ilegal no município de Nova Ubiratã, no Norte do estado.
Outro relatório divulgado no início de maio pela ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) com dados sobre desmatamento para o mês de março coloca o Mato Grosso como responsável por 39% de todo o corte registrado no período, de 76 km². O Estado ficou atrás apenas do Pará, que cortou 45% de toda a área detectada pelo sistema.
Dez municípios que mais desmataram em janeiro e fevereiro Área devastada detectada pelo Inpe (km²)
Ipiranga do Norte (MT) 37,67 Nova Ubiratã (MT) 16,39 Rorainópolis (RR) 14,27 Nova Maringá (MT) 10,66 Santa Carmem (MT) 9,43 Feliz Natal (MT) 9,34 Itanhangá (MT) 9,20 Tapurah (MT) 9,19 Grajaú (MA) 6,52 Mucajaí (RR) 6,43
Objetivo é a recuperação de danos por derramamento de óleo no mar. Recursos no valor de R$ 700 milhões serão provenientes da CIDE.
12/05/2010 13h44 Do G1, em Brasília
A Comissão de Meio Ambiente da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (12), projeto que cria um fundo para a recuperação de danos ambientais decorrentes da poluição por derramamento de óleo no mar e acidentes com oleodutos. Para entrar em vigor, o projeto ainda necessita de aprovação das comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça da Câmara, e também do Senado.
Os recursos do fundo serão provenientes da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE). De acordo com o projeto, 12% da CIDE serão destinados para o fundo, o que equivale a cerca de R$ 700 milhões.
Segundo o relator do projeto, deputado federal Arnaldo Jardim (PPS–SP), o fundo será um importante instrumento de combate aos acidentes, justamente no momento em que um vazamento de petróleo ameaça o ecossistema da costa sul dos EUA, com o afundamento de uma plataforma no Golfo do México no dia 22 de abril.
“O projeto reforça a preocupação em relação aos danos causados pelo vazamento de petróleo. O país não pode ficar sem recursos para esta finalidade, porque um acidente com as mesmas proporções do Golfo do México seria devastador para a biodiversidade da costa”, disse Jardim.
O fundo ganhará o nome de Fupap (Fundo de Financiamento a Projetos Ambientais Relacionados à Indústria do Petróleo e Gás e seus Derivados) e será vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. A exploração do petróleo em águas profundas da camada do pré-sal também motivou a Comissão de Meio Ambiente a aprovar o projeto.
Micheletto assegurou que Comissão da Câmara que estuda mudanças na legislação recebesse propostas das comunidades rurais.
A Comissão Especial do Código Florestal da Câmara dos Deputados chega numa fase decisiva em maio antes da apresentação do parecer, marcada para 1º de junho. Mas as comunidades rurais do litoral paranaense já podem comemorar o fato de que suas reivindicações serão levadas em conta na legislação que vier a substituir o emaranhado de leis, decretos, resoluções e portarias.
Dois representantes de Guaratuba estiveram reunidos com a comissão, no dia 29 de março, em Curitiba: o ex-prefeito José Ananias dos Santos e o produtor rural Ricardo Valente. Eles foram convidados pelo presidente da comissão, deputado Moacir Micheletto (PMDB), para falar da aplicação das leis ambientais na região.
Os dois mostraram a realidade que vive o produtor em Guaratuba, mas também traçaram um panorama sobre os conflitos entre a agricultura e o manejo de espécies nativas com as restrições ambientais em todo litoral, especialmente no município de Guaraqueçaba.
A cidade abriga uma grande quantidade de reservas particulares e públicas, recebe um grande volume de ICMS Ecológico, mas presencia o empobrecimento da população. Os habitantes que mantiveram a região preservada durante séculos ficaram à margem das políticas ambientalistas iniciadas há poucas décadas.
Ananias
Na opinião de Ananias, a comissão e Micheletto estão no caminho certo em querer organizar o conjunto de leis e normas, muitos deles contraditórios. “O Código Florestal assegura muitos direitos aos agricultores que não são respeitados na prática, em parte por falta de conhecimento dos produtores ou por que os órgãos públicos não dão a orientação necessária, em parte porque há normas e resoluções que retiram inconstitucionalmente estes direitos”, disse o ex-prefeito. De acordo com Ananias, até mesmo os órgãos de fiscalização, o Ministério Público e o Judiciário são vítimas da confusão de leis e normas. “Faltam parâmetros claros na aplicação da lei”, disse.
Ananias também elogiou a determinação de Micheletto em conduzir o debate das mudanças necessários sob critérios científicos. “Os deputados estão ouvindo pesquisadores sobre diversos pontos, como por exemplo a questão da mata ciliar, o aproveitamento do alto dos morros para a agricultura e em relação às várzeas. Na falta de leis claras, acaba se proibindo tudo”, disse Ananias.
Valente
Ricardo Valente fez um relato sobre a atuação de organizações e órgãos fiscalizadores na região a porta fechadas com os deputados da comissão. O produtor da região do Cubatão disse que os deputados também foram receptivos às propostas que apresentou. “Fiquei satisfeito que o deputado Micheletto e outros membros da comissão concordam que o interesse das comunidades na criação de parques e reservas tem de ser levada à sério e que as audiências públicas devem ter poder de decisão e não ser apenas uma formalidade”, disse.
Valente também defendeu que as unidades de conservação (UC) têm de elaborar seu plano de manejo antes de ser aprovada. Hoje se corre o risco de a população apoiar uma UC e depois criarem um plano de manejo que vai prejudicar esta própria população.
Um interlocutor da região
O deputado Moacir Micheletto esteve no início de março na Comunidade do Cubatão para ouvir o que pensam os moradores da região. Ele atendeu convite de Ananias, Ricardo Valente e do Correio do Litoral.com para explicar o trabalho da Comissão do Código Florestal e levar as sugestões para os demais membros.
Além da troca de informações, o encontro serviu para os moradores das comunidades rurais do litoral ganharem um interlocutor em Brasília.
Empresários
Outros setores também poderão contar com o deputado. No mesmo dia, Micheletto participou de uma reunião organizada em Guaratuba pelo empresário Maurício Lense. Durante a conversa, Lense fez uma explanação sobre a economia e as reivindicações do comércio e do turismo de Guaratuba. As dificuldades financeiras da Santa Casa também foram tratadas. Micheletto comprometeu-se a intermediar uma solução para o hospital junto ao governo federal e está aguardando o envio de um relatório sobre as dificuldades e reivindicações.
Matinhos
O deputado também esteve em Matinhos onde conversou com alunos da UFPR Litoral. Micheletto expôs a importância de ter uma legislação ambiental com critérios científicos e não “ideológicos” como considera que é a atual. Micheletto explicou que a comissão pretende em primeiro lugar cumprir a Constituição Federal, que define a competência da União, dos estados e dos municípios para legislar sobre o meio ambiente.
Ele também defendeu a criação do Zoneamento Ecológico e Econômico local que irá estabelecer regras que atendem as necessidades de preservação, levando em consideração aspectos científicos de cada bioma, as necessidades econômicas e, principalmente, o interesse social de cada comunidade.
Participaram da reunião alunos do curso de Gestão Ambiental da UFPR Litoral e o professor do curso, o engenheiro florestal Renato Bochicchio, o secretário de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca de Matinhos, Sérgio Cioli, os diretores de Habitação da secretaria, Irapuan Marchi Fernandes, e do Meio Ambiente, José Carlos Pedroso, a analista ambiental do ICMBio que atua na administração do Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange, Beatriz Nascimento Gomes e um representante da ONG Amigos da Mata, de Matinhos.
Pontal do Paraná
No mesmo dia, Micheletto se encontrou com artesãos e comerciantes de Pontal do Paraná, no balneário Shangri-lá. Eles encaminharam ao deputado diversos projetos de apoio ao comércio e ao turismo local.
Ao final das reuniões, o deputado disse que lamentava conhecer tantas pessoas em um ano de eleições e fez questão de demonstrar que não é mais um “candidato paraquedista”, que só visita municípios nestas ocasiões.
De fato, Micheletto veio cumprir seu trabalho de ouvir as pessoas a respeito do Código Ambiental como faz em todos os estados, para atender convites de amigos e por uma “convocação” dos leitores do Correio.
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a organização Cempre (Compromisso Empresarial para a Reciclagem) assinaram hoje (10/05), em cerimônia ocorrida em São Paulo, convênio para a condução de um estudo qualitativo sobre o atual cenário da reciclagem de eletroeletrônicos no Brasil.
O encontro também lançou o hotsite "Eletroeletrônicos" - www.cempre.org.br/eletroeletronicos - que, hospedado no site do Cempre, vai informar os consumidores sobre procedimentos para o descarte pós-consumo e apropriado de eletroeletrônicos já em desuso, como televisores, computadores, máquinas impressoras, entre outros. A partir de hoje, o consumidor já pode encontrar no hotsite informações sobre programas de logística reversa realizados por fabricantes do setor.
A ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira, abriu a cerimônia, que também contou com a presença do deputado federal Arnaldo Jardim, autor da proposta da Política Nacional de Resíduos Sólidos; Victor Bicca, presidente do Cempre; e dos CEOs da Phillips, Marcos Bicudo; e da Dell, Raymundo Peixoto, representantes das empresas que integram o Comitê de Eletroeletrônicos do Cempre.
Para a ministra Isabella, a iniciativa reflete a junção da gestão pública ambiental com a iniciativa privada em prol da formatação de um diagnóstico preciso sobre as atividades de reciclagem de eletroeletrônicos no Brasil.
"Para ser sério, um estudo deve passar necessariamente pela iniciativa privada, que é quem detém os números de mercado do setor", disse a Ministra.
Para Victor Bicca, o convênio mostra uma postura proativa do Ministério e das empresas membros do Cempre que já estão se organizando, mesmo antes da aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
"O estudo vai orientar políticas públicas para a reciclagem e vai revelar de fato onde estão os principais entraves para a reciclagem dos eletroeletrônicos no Brasil", disse.
A ministra lembrou que o convênio vai ao encontro da onda de crescimento econômico pela qual o país vem passando. "Seremos anfitriões das Olimpíadas e de uma Copa do Mundo, que são mais uma motivação para que a questão do resíduo eletroeletrônico seja equacionada envolvendo todos os seus steakholders - governo, iniciativa privada e sociedade", disse.
O deputado Arnaldo Jardim acrescentou ainda que a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos é fundamental para assegurar a sustentabilidade dos programas de logística reversa. Segundo ele, a política vai estabelecer a responsabilidade pós-consumo de cada empresa.
Em audiência pública realizada no Senado Federal, ministra Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, disse que PL traz propostas estratégicas para a eliminação de lixões no País.
Por Carine Corrêa - MMA
Considerando-se que 80% da população brasileira vivem em cidades, os tratamentos do lixo e o esgoto fazem parte da agenda sustentável do País, e se refletem nas bases econômica e social do Brasil. Cerca de 40% do lixo urbano no Brasil podem ser recicláveis, e menos de 10% das cidades brasileiras possuem coleta seletiva. Em audiência pública realizada no Senado Federal nesta quarta-feira (5/5), em Brasília, a ministra Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, disse que a questão de resíduos sólidos seja, talvez, o principal problema ambiental do País na atualidade, associado ao tratamento de esgoto.
Ela defendeu que a aprovação do Projeto de Lei em tramitação na Casa, que poderá instituir a Política Nacional de Resíduos Sólidos, vai promover "um novo patamar para a gestão ambiental". A ministra acrescentou que o projeto prevê o trabalho integrado entre municípios, estados e União para solucionar a problemática de resíduos sólidos.
Segundo Izabella, o PL traz propostas estratégicas para a eliminação dos lixões no País, implementação de aterros sanitários, e a substituição dos depósitos a céu aberto por consórcios municipais, especialmente em cidades de pequeno e médio porte. Propõe ainda a utilização do lixo para a geração de energia elétrica. "A economia do lixo em municípios pequenos ainda não traz rentabilidade, e muitos não têm condições de implementar um aterro, por isso a alternativa dos consórcios", acrescentou.
A ministra explicou que a proposta determina ainda o aumento das atividades de reciclagem e novas oportunidades de negócios sustentáveis e de desenvolvimento social e ambiental. Ela também ressaltou que o tratamento do lixo traz a expectativa e oportunidade para o alcance de metas de redução de gases de efeito estufa antes de 2015, previstas no Plano Clima.
Em tramitação há cerca de 20 anos, a aprovação da proposta pode trazer uma mudança de comportamento no setor produtivo de insumos, e pressupõe um diálogo intenso nas cadeias econômica, social e ambiental, bem como a gestão ambiental compartilhada. "Precisamos implementar a cadeia do lixo, que vai da coleta, à reciclagem e à destinação adequada dos resíduos". Outro ponto importante previsto é a logística reversa, que prevê a responsabilidade das empresas em recolher de volta os resíduos e lixo de seus produtos. O texto em debate traz também a declaração atualizada de resíduos perigosos e não-perigosos.
Questionada pelo relator da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador César Borges (PR-BA), sobre a viabilidade econômica do PL, bem como sobre as fontes de recursos, a ministra explicou que o financiamento será diferenciado de acordo com o perfil de cada município, e que a implementação dos consórcios é uma alternativa para as localidades com menos recursos. Já a representante do Ministério das Cidades, Nádia Limeira Araújo, gerente de Projetos de Resíduos Sólidos da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, acrescentou que o PAC 2 investirá um recurso de R$1,5 bilhão para a estruturação dos resíduos sólidos no País.
O representante da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Rafael Lucchesi, ressaltou que a CNI tem uma visão positiva sobre o Projeto de Lei, mas alguns pontos precisam ser aperfeiçoados, como a desoneração de produtos reciclados e a adaptação gradativa nas atividades de logística reversa. "Iniciativas de incentivo fiscal podem garantir uma maior produtividade e competitividade para a indústria brasileira", defendeu.
Para Roney Alves da Silva, representante da Associação Nacional de Catadores de Recicláveis, a reciclagem no Brasil não aconteceu por uma consciência ambiental ou social, "mas por uma questão de necessidade e sobrevivência de inúmeros brasileiros sem oportunidade". Ele defendeu que se a lei for aprovada, cerca de um milhão de trabalhadores do setor não serão mais vistos como mendigos ou lixeiros, mas sim como catadores de recicláveis. "Mais que ouvidos e vistos, queremos ser atendidos. Precisamos de condições mais dignas de trabalho e sustento".
Saiba mais: Dados sobre reciclagem apresentados pela CNI
- Atualmente no Brasil, cerca de 1 milhão de pessoas trabalham na reciclagem do lixo.
- 53,5% das embalagens de PET produzidas no País são recicladas, o que coloca o Brasil como segundo no ranking mundial.
- Em 2005, 95% das latas de alumínio foram recicladas, o que equivale a 9,4 bilhões de latinhas.
- Em 2009, foram reciclados 33% de papel/papelão ( 2 milhões de toneladas/ano)
- 33% das embalagens tetrapark são recicladas anualmente (50 mil toneladas/ano)
WASHINGTON - Por que o derramamento de óleo é um problema extremamente grave? A maioria dos componentes do óleo está se misturando com as águas do Golfo do México.
Especialistas apontam as piores consequências: um incessante fluxo de óleo do fundo do oceano; um tipo de um tipo de óleo não refinado que se mistura facilmente com água; uma mistura grudenta que é difícil de queimar e mais difícil ainda de limpar; água que serve de abrigo para desovas de vulneráveis novas formas de vida; e uma costa com áreas pantanosas difíceis de recuperar.
Cientistas especializados no Golfo do México sempre alertaram sobre “o potencial para um desastre como esse”, disse Wes Tunnell, ecologista costeiro e especialista em derramamento de óleo da Universidade A&M do Texas.
“E este foi o desastre. Esse é um pesadelo que acabou se tornando realidade”, acrescentou.
Até agora a situação não está um desastre completo. Mas é difícil imaginar o óleo não devastando a região, de acordo com Ed Overton, chefe da equipe de socorro a disastres químicos especializada em derramamento de óleo dos EUA.
Ele comparou o que está acontecendo com outra potencial ameaça ao Golfo do México: “Há as mesmas características de um furacão de categoria 5”.
Se as condições não mudarem rapidamente, a devastação integral deve ocorrer em algum lugar da costa, segundo Overton, que trabalha com a Administração Atmosférica e Oceânica Nacional.
Mais de 200 mil galões de óleo se espalham diariamente do tanque localizado perto da torre petrolífera Deepwater Horizon da BP que explodiu no dia 20 de abril e afundou dois dias depois. Tripulações estão usando pelo menos seis veículos remotos para tentar fechar uma válvula subaquática, mas por enquanto não obtiveram sucesso. Enquanto isso, fortes ventos e grandes ondas espalham o óleo sobre as estancas postas para contê-lo. Além da BP, diversas agências federais estão se esforçando para minimizar os danos. Especialistas em derramamento de óleo passam por treinamentos para testar sua resposta a desastres desse porte. Um desses treinamentos foi feito no mês passado no Maine. O vazamento no Golfo do México é uma “combinação de todas as coisas ruins acontecendo” e torna a situação pior do que qualquer outra imaginada para uma torre petrolífera, explicou Nancy Kinner, diretora do Centro de Pesquisa de Resposta Costeira da Universidade de New Hampshire.
“É incontrolável”, afirmou.
A maioria dos americanos relaciona a Exxon Valdez com derramamentos. Mas o potencial e a probabilidade aqui “é muito maior”, de acordo com o professor de engenharia oceânica da Universidade de Rhode Island Malcolm Spaulding. Devido ao fato de a Deepwater Horizon não ter sido tapada e poder jorrar por meses, ela deveria ser comparada com uma torre muito pior que explodiu em 1979, disse Tunnell. Era a Ixtoc 1, que se localizava perto da península de Yucatán.
O vazamento atual representa “um cenário ainda pior”, ressaltou Tunnell. O que torna esse derramamento incontrolável e muito parecido com o da Ixtoc 1 é que este é um poço ativo que não para de jorrar. O Exxon Valdez tinha um limite de fornecimento de óleo. A torre a 40 milhas da Costa do Golfo pode jorrar por meses até que seja contida.
O tipo de óleo espalhada também é outro grande problema. Este não é um tipo de óleo leve. Ele é mais pesado porque vem de uma região muito abaixo da superfície oceânica, esclareceu Overton.
“Se tivesse que citar um óleo ruim, citaria este. A sua única característica que não é ruim é que ele não contém muito enxofre”, explicou.
A época dos furacões está próxima (em junho) e especialistas acreditam que o óleo ainda estará flutuando nesse período. Embora pareça absurdo, uma forte tempestade poderia ajudar a dispersar e diluir a pior parte do óleo.
Há alguns dias o vulcão Eyjafjallajökull marcou fortemente, um nome que certamente a maioria custa a soletrar e que quase todos o desconheciam, mas que provocou uma paralisação sem precedentes na aviação em toda a Europa, que levou algumas companhias aéreas a perder mais de 140 milhões de €uros por dia, e a uma crise na aviação idêntica à que aconteceu no 11 de Setembro.
Agora se falarmos em poluição, será que o vulcão é mais poluente que a indústria de aviação Europeia? A resposta é não, ora veja…
É claro que, uma erupção vulcânica, a expelir quantidades enormes de cinzas e outras matérias para a atmosfera pode parecer extremamente poluente, mas comparando com a indústria de aviação comercial, não o é. Segundo o instituto vulcanólogo nórdico da Universidade da Islândia, o vulcão Eyjafjallajökull está a expelir cerca de 150 mil toneladas de CO2 por dia (valor estimado), o que é pouco em comparação com o que a indústria de aviação comercial Europeia gera por dia, que é cerca de 344.109 toneladas de CO2, isto em condições normais. O cancelamento de cerca de 60% dos voos na Europa levou a que não fossem emitidos cerca de 206.465 toneladas de CO2 num só dia.
Contudo com esta paralisação o CO2 que não foi emitido pelos aviões, foi em certa parte compensado pelos transportes alternativos que foram reforçados, o caso de autocarros, carros, etc. http://www.kerodicas.com/curiosidades/artigo=33434
Área do Xingu que será alagada pela construção da usina de Belo Monte. Greenpeace / Marizilda Cruppe
Pensada no regime militar, ressuscitada durante o apagão do governo tucano e levada adiante no petista, a usina tem tudo para deixar para o país uma herança de amargar Belo Monte, no rio Xingu onde o governo Lula pretende plantar a terceira maior usina hidrelétrica do mundo, tem uma história recente muito feia. Ela começou em 1979, quando técnicos do governo federal terminaram estudos concluindo sobre a viabilidade da construção de cinco barragens no Xingu e uma no rio Iriri. O desastre social e ambiental provocado pela construção de Itaipu, no rio Paraná, que deslocou milhares de pessoas e afogou um de nossos mais relevantes Parques Nacionais, o de Sete Quedas, aliado à crise financeira pela qual o Brasil então passava, deixou os planos de Belo Monte esquecidos no armário. O governo de José Sarney ensaiou desengavetá-los, mas diante dos impactos que o plano original provocaria no meio ambiente e das dúvidas sobre o custo da obra preferiu que eles continuassem trancados. Pesou muito na decisão de Sarney a consolidação da resistência dos povos indígenas do Xingu à obra. Eles sempre foram contrários à usina. Mas em 1989, eles se reuniram no 1º Encontro dos Povos Indígenas do Xingu e conseguiram repercussão internacional de sua luta, fazendo o governo recuar para uma revisão dos planos. A porta para a hidrelétrica abriu-se novamente durante o apagão no governo Fernando Henrique. A envergadura original do projeto foi reduzida. Da proposta inicial de cinco barragens, ficou-se com uma. E para usina, ao invés das convencionais, decidiu-se usar turbinas bulbo, que operam a fio d’água e exigem menor área de alagamento. Isso diminuiu, mas não tornou o impacto da obra mais aceitável. Ela vai causar um desmatamento de pouco mais de 50 mil hectares, provavelmente um dos maiores que irão ocorrer na Amazônia este ano. Seus efeitos sobre a fauna, a biodiversidade e sobre os indígenas que dependem do Xingu para sua sobrevivência , segundo técnicos do Ibama, ainda estão longe de terem sido adequadamente avaliados. Do ponto de vista econômico e financeiro, as incertezas não são menores. O governo começou dizendo que Belo Monte custaria 7 bilhões de reais. Ultimamente, andou revendo esse montante para 16 bilhões. As empresas que se candidataram ao leilão da concessão, marcado para acontecer amanhã, terça-feira, dia 20 de abril, na sede da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em Brasília, falam em 30 bilhões. Dinheiro e devastação Em relação à energia que Belo Monte vai gerar, parece não haver muito mais dúvida. Ela será incapaz de produzir os 11 mil megawatts de energia que o governo promete. Por conta do que o empresariado envolvido chama de ‘concessões’ ao meio ambiente – aliás insuficientes para dirimir os danos que ela vai causar – a previsão é que sua geração fique em torno dos 4 mil megawatts/ ano. Apesar de tantos questionamentos, vindos de tudo quanto é lado, Lula disse dias atrás que faria Belo Monte na ‘lei ou na marra”. Pelo que andou saindo na imprensa ultimamente, o presidente optou pela segunda opção. Forçou a entrada de empresas e fundos de pensão no leilão e, para aplacar sua má-vontade em relação ao negócio, meteu sem nenhum dó a mão no bolso do contribuinte. Segundo a edição do último sábado da Folha de S. Paulo (só para assinantes), ela receberá o aporte financeiro, a juros camaradas, é óbvio, do bom e velho BNDES. A repórter Janaína Lage revela que o banco se comprometeu a emprestar o dinheiro para até 80% da obra com prazo de 30 anos para pagar. De quebra, está alavancando o caixa dos empresários privados com o cofre das estatais de energia. A repórter Gerusa Marques, em O Estado de S. Paulo, informa que para um dos consórcios, o Norte Energia, o governo aportou os músculos da Chesf. Para o outro, o Belo Monte Energia, empurrou Furnas e Eletrosul. Na retaguarda financeira, colocou de prontidão os fundos dos empregados de estatais e a Eletronorte, que poderá assumir até 35% de participação no empreendimento de quem for vencedor. Também anda acenando com incentivos fiscais. A mesma diligência com que responde aos apelos do empresariado nos quesitos preço e lucro, o governo demonstrou com as questões ambiental e social. Não para reduzir os impactos, mas para garantir que elas não serão empecilho ao leilão. Miriam Leitão contou no seu blog em O Globo que a pressão da Casa Civil sobre o Ibama para que desse a licença de instalação, fundamental para permitir o leilão, foi bruta. Os funcionários do órgão deixaram claro que o tempo exíguo e a falta de informações do Ministério de Minas e Energia impedia a conclusão a contento da avaliação sobre o empreendimento. Seus chefes à época, o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o presidente do Ibama, Roberto Messias, fizeram ouvidos moucos. Tudo indica que mesmo diminuído, o projeto de Belo Monte tem tudo para se transformar num desastre ambiental numa região considerada de alta biodiversidade. Chantagem A obra exige a escavação de canais de 30 quilômetros de extensão. O volume da escavação será de cerca de 230 milhões de m3 de terra, maior do que o Canal do Panamá. Ela também exigirá a abertura de 260 quilômetros de estradas para vários pontos do canteiro. Concluída, Belo Monte vai deslocar 20 mil pessoas para lugares que ninguém claramente diz quais são. Esse é apenas o impacto social direto. Ninguém sabe, certamente não no governo, qual a envergadura dos efeitos da obra em populações que vivem mais distantes da futura usina e que dependem de um Xingu cuja vazão, isso já se sabe, será severamente afetada. Por que o governo decidiu mexer num projeto tão polêmico, e que justamente por isso dormiu por tanto tempo nos escaninhos oficiais de Brasília justamente agora, a seis meses de uma eleição presidencial? Não se sabe. Lula vem defendendo a obra com argumentação nacionalista antiquada, dizendo que “eles já destruíram a floresta deles”, e insistindo que vai fazê-la não importa a oposição. Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética, subsidiária do Ministério de Minas e Energia, prefere defender a obra fazendo ameaças. Fala em apagão, possibilidade inexistente neste momento, e que a energia de Belo Monte vai garantir o conforto da população no Sul e Sudeste do país, o que é uma falsidade. Transmitir a energia gerada na região Norte para outras do país não só é ineficiente, como exigiria investimentos em linhas de transmissão que nesse momento não serão feitos. O grosso do que Belo Monte gerar vai alimentar indústrias eletro intensivas como mineradoras e siderúrgicas, que produzem matéria-prima para exportação. Na verdade, estaremos pagando para o benefício de empresários e outros países que precisam de nossos minérios e aço para sustentar seu crescimento, como a China. “Belo Monte representa o Brasil atrasado, apegado a velhos modelos energéticos, que beneficiam poucos, mas possuem uma enorme capacidade de destruição socioambiental”, diz Beatriz Carvalho, diretora-adjunta de Campanhas do Greenpeace. “No cerne da discussão sobre Belo Monte está a questão fundamental: qual modelo de desenvolvimento queremos assegurar ao Brasil, hoje e nas próximas décadas. Defender Belo Monte significa olhar o desenvolvimento do país pelo espelho retrovisor”. Argumentos pobres Tolmasquim e Dilma Roussef, candidata à presidência pelo PT, insistem que a alternativa a hidrelétricas tipo Belo Monte no Brasil seria o investimento em térmicas a óleo ou carvão, o que é no mínimo uma visão míope do problema. Eles insistem que fontes de geração eólica e solar, de grande potencial no Brasil, não se prestam à geração em larga escala. Europeus e americanos discordariam. “A Alemanha no final de 2009 tinha 25.800 MW de energia eólica; a Espanha, 19.150 MW. Em toda União Europeia, 75 mil MW. Na Dinamarca, representa 20% da energia; em Portugal, 15%. Os Estados Unidos têm 35 mil MW”, escreveu Miriam Leitão em seu blog. “Hoje, as energias eólica e de biomassa já representam opções economicamente viáveis para o Brasil e seus custos são significativamente inferiores aos da geração nuclear ou por termelétricas a óleo combustível. O custo de geração eólica é de R$150/MWh e de usinas de cogeração a biomassa R$160/MWh”, diz Ricardo Baitelo, da Campanha de Energia do Greenpeace. “A diferença tarifária para os R$83/MWh da usina de Belo Monte obviamente não compensa os graves impactos sociais e ambientais causados pelo empreendimento. Usinas nucleares e térmicas a óleo combustível custam, em outro extremo, R$240/MWh e R$550/MWh, respectivamente”.
Tem muita coisa rolando sobre esse assunto, quem tiver interesse entra no site do greenpeace, vou postar mais um video onde o nosso ministro do Meio Ambiente Carlos Minc diz "se houvesse a possibilidade de um desastre ambiental essa licença nao seria dada, pelo menos não na minha gestão" ahhh! me poupe né!
Em artigo na revista americana de horticultura doméstica Kitchen Gardeners, em inglês em http://kitchengardeners.org/blogs/roger-doiron/havana-homegrown, o pesquisador Roger Doiron afirma que Cuba, com sua revolução agrícola urbana - em que os moradores das cidades cultivam vegetais por métodos orgânicos em suas próprias casas -, já entrou na "era pós-carbono". Diz que essa revolução "urgânica" - urbana e orgânica -, no entanto, não surgiu das virtudes do regime cubano, e sim das necessidades do país, em que a produção de comida não é adequada, na sua opinião. De todo modo, Doiron deixa claro que a agricultura urbana e orgânica de Cuba é um exemplo a ser seguido.
Tudo mudou. Homens, coisas e animais mudaram de lã ou de pele. As palavras já não são as mesmas do tempo em que estudávamos gramática com os olhos míopes das professoras. Nádegas e pernas das mestras – objeto direto do nosso desejo – ofuscavam o interesse pela didática. Olho o mundo de todos os ângulos possíveis e tudo me parece oblíquo. É a civilização globalizada, a cultura de massa, a sagração do factóide, a fragmentação dos idiomas. Corta-se a palavra em frações microscópicas. A vida, o amor, a morte, a realidade: tudo agora virou fast food.
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.