terça-feira, 16 de março de 2010

sábado, 13 de março de 2010

IPCC Admite erro em previsão sobre aquecimento global

BBC - 21/01/2010
Revisão pelos pares.
O vice-presidente do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), Jean-Pascal van Ypersele, admitiu que o órgão cometeu um erro ao afirmar que as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer até 2035.
O IPCC havia feito a previsão em 2007 em um relatório intitulado AR4, que trazia uma avaliação sobre os impactos do aquecimento global.
Saiba mais aqui
As geleiras no Himalaia estão desaparecendo mais rápido do que em qualquer outra parte do mundo (...) A probabilidade de elas desaparecerem até 2035 ou talvez até antes é muito alta", afirma o documento.
Recentemente, diversos cientistas contestaram os dados divulgados pelo Painel.
Em entrevista à BBC Yepersele admitiu o erro e disse que os dados serão revisados.
Defesa do IPCC
Apesar disso, o vice-presidente afirmou que o erro não muda a tendência atual do impacto das ações do homem no clima.
A polêmica voltou às discussões de diversos websites dedicados às mudanças climáticas nos últimos dias.
Alguns comentaristas afirmam que o erro pode ameaçar a credibilidade dos dados científicos sobre o clima, e também do próprio IPCC.
Mas Yepersele disse que esse não é o caso.
"Eu não vejo como um erro em um relatório de 3 mil páginas possa prejudicar a credibilidade de todo o conteúdo do documento", disse.
Erro de leitura
A afirmação de que as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer até 2035 parece ter se originado em uma entrevista com o glaciologista indiano Syed Hasnain, publicada na revista New Scientist em 1999.
O dado voltou a aparecer em 2005 em um relatório do grupo ambientalista WWF - documento citado na avaliação de 2007 do IPCC.
Uma origem alternativa para a informação sugere que seria um erro de leitura de um estudo de 1996 que teria indicado que a data seria 2350.
Fisicamente impossível
A polêmica voltou à tona no ano passado, antes da Cúpula da ONU sobre o Clima em Copenhague, na Dinamarca.
Em dezembro, quatro importantes glaciologistas prepararam uma carta para publicação na revista científica Science na qual afirmam que o completo degelo das geleiras até 2035 era "fisicamente impossível".
"Não há como ser feito", disse Jeffrey Kargel, da Universidade do Arizona, à BBC, no período de publicação.
"Se você pensar em uma espessura de 200-300 metros, em alguns casos até de 400 metros - e se perdermos o gelo a uma taxa de um metro por ano, ou dois metros por ano, você não vai se livrar de 200 metros de gelo em meio século", afirmou Kargel.

fonte: Inovação Tecnologica

quinta-feira, 4 de março de 2010

Uma Lição Ambiental da Ilha de Páscoa.


Deixe-me contar uma triste história que será uma lição importante para nós.
A Ilha de Páscoa (Rapa Nui) é um local pequeno e isolado no imenso Pacifico Sul. Os polinésios utilizaram canoas para colonizar essa ilha há cerca de 2.900 anos. Levaram para lá porcos, galinhas, cães, ratos clandestinos, raízes de taro, inhame, bananas e cana-de-açúcar.
Os colonizadores encontraram uma ilha paradisíaca cujo solo fértil mantinha florestas densas, com grande diversidade e grama viçosa. Os polinésios desenvolveram uma civilização baseada em duas espécies de árvores existentes na ilha, as palmeiras gigantes e a tílha glabra (chamada hauhau). Eles utilizavam as palmeiras gigantes como abrigo, para criar ferramentas e para fazer canoas destinadas à pesca de peixes, como a toninha. Eles derrubavam as árvores hauhau e as queimavam para cozinhar e pala mantê-los aquecidos durante o inverno. Além disso, da fibra dessas árvores faziam cordas. As florestas forma derrubadas para que em seu lugar fossem feitas plantações.
A vida era boa na Ilha de Páscoa. Os habitantes do local tinham muitos filhos; em 1400 a população atingiu um numero entre 6000 e 20000 habitantes. Então, os residentes passaram a utilizar os recursos das árvores e do solo mais rápido do que poderiam ser renovados. Conforme esses recursos tornavam-se insuficientes para manter a população em crescimento, os lideres de diferentes clãs começaram a invocar seus deuses esculpindo pelo menos 300 imagens divinas em pedras. Lês orientavam as pessoas a cortar as maiores árvores para formar plataformas gigantescas para as esculturas nas pedras. Colocavam troncos embaixo para fazer rolas as plataformas e as estátuas ou faziam que 50 a 500 pessoas utilizassem cordas grossas para arrastar as plataformas e as estatuas pelos trilhos de madeira a vários locais na costa da ilha.
Ao fazer isso, eles esgotaram as preciosas árvores mais rapidamente do que podiam ser regeneradas – um exemplo de tragédia da população. Por volta de 1600, restavam poucas árvores. Sem as imensas árvores, os habitantes da ilha não podiam mais construir as tradicionais canoas para navegar em alto mais e caçar toninhas, nem pescar outros peixes nas profundas águas do oceano. Além disso, ninguém podia escapar da ilha em barcos.
Sem aquelas que um dia foram grandes florestas, que absorviam lentamente e liberavam água, as fontes e os córregos secaram, os solos expostos sofreram erosão, a produção das colheitas colapsou e veio a fome. Não havia lenha para cozinhar ou mantê-los aquecidos. Os habitantes famintos comeram todas as aves da ilha. Depois, começaram a criar e se alimentar de ratos, os descendentes dos caroneiros das primeiras canoas a chegar à Ilha de Páscoa.
Tanto a população quanto a civilização entraram em colapso quando os clãs rivais começaram a lutar pelos suprimentos alimentícios cada vez mais limitados. Conseqüentemente, os habitantes passaram a caçar e comer uns aos outros.
Exploradores holandeses chegaram à Ilha no dia da Páscoa, em 1922, talvez 1000 anos depois dos primeiros polinésios. Eles acharam cerca de 2000 polinésios famintos vivendo em cavernas em campos com poucos arbustos.
Assim como Páscoa em seu auge, a Terra é uma ilha isolada na vastidão do espaço, e não há nenhum outro planeta adequado para onde migrar. Da mesma forma que na ilha do Pacífico, nossa população e o consumo de recursos estão crescendo exponencialmente, porém nossos recursos são finitos.
Será que os humanos na Terra reviverão em maior escala a tragédia ocorrida na Ilha de Páscoa ou será que aprenderemos a viver de modo mais sustentável neste planeta que é nosso único lar? O conhecimento científico sobre como a Terra funciona e mantém a si própria é o ponto principal para aprender a viver de modo mais sustentável, esse é o assunto que será discutido neste capítulo.

Texto retirado de: Miller, G. T. Ciência Ambiental. São Paulo, 11ª Ed. Thomsom Learning, 2007.


Postado por: Juliana Laís Armstrong Lopes.

quarta-feira, 3 de março de 2010

"Educação"

Basta que se atente para os problemas da educação no Brasil, para que o medo nos pegue pelo pescoço.
Como levar esse país a frente com 20 milhões de analfabetos, e um sistema educacional entregue quase a mesma burocracia que Portugal instalou entre nós ao longo do século XVI?
O trabalho dos grandes educadores brasileiros, um Anísio Teixeira, um Paulo Freire, um Fernando Azevedo, inspirou movimentos e provocou mudanças, mas sem a necessária continuidade.
É como se uma geração posterior, julgando-se mais sábia, houvesse resolvido sempre interromper o que fora feito e sair em busca de novas soluções.
Nem sempre consentâneas com a realidade.


Antonio Olyntho

Postado: Priscila F.

terça-feira, 2 de março de 2010

O início...






Os integrantes da equipe são:

Alana Alves
Aline Mussilini
Camila Alves de Lima
Daniel F. Jacomassi
Juliana Laís Armstrong Lopes e
Priscila Ferreira da Silva


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E para dar o início ao blog, vou postar o código florestal, que alguns alunos não o conhecem.

-> Código Florestal

Será que o código florestal tem que ser reformulado? O que deve mudar nele?
leiam, pensem e comentem :D


~*Cah Alves